Battlefield 2042: Vale a pena jogar em 2023?

Battlefield 2042: Vale a pena jogar em 2023?

Quando Battlefield 2042 foi lançado em outubro de 2021, o jogo foi bombardeado pela crítica especializada. Contudo, eu que já era fã da franquia, achei o jogo relativamente ok, tendo acrescentado uma série de novidades que poderiam ser excelentes, como mudança climática e eventos em tempo real, novas armas e apetrechos, novos mapas, o modo Battlefield Portal, que traria experiências de jogos anteriores da franquia. Enfim, havia muita coisa nova. Porém, boa parte dos jogadores seguiu incomodada com uma série de questões como o balanceamento, servidores ruins, problemas graves de desempenho e bugs, muitos bugs.

Contudo, a maior questão levantada pelos jogadores foi a ideia nada brilhante de acabar com o sistema de classes da franquia, que apresentava soldados de Assalto, Engenheiros, Suporte e Reconhecimento, mudando isso para um formato focado em Especialistas, cada um com habilidades únicas e utilitários. Isso mudou fundamentalmente a maneira como os jogadores conduziam as partidas. Desta forma, parecia já não ter mais sentido em elaborar uma divisão certa para o esquadrão.

Todavia, o tempo passou, o a Electronic Arts ouviu sua comunidade e o título, que estava atrás dos clássicos Battlefield 3 e 4 (este último que também sofreu muito em seu lançamento), começou a se atualizar e, finalmente, criar um sistema de temporadas muito similar ao visto em jogos como Call of Duty. Além disso, o jogo ficou disponível gratuitamente no Game Pass e na PS Plus, o que chama ainda mais atenção. E, diante desta série de mudanças ocorridas em mais de um ano e meio, muitas pessoas se perguntam: vale a pena jogar Battlefield 2042? Se você está curioso para saber a resposta, confira este artigo!

O que há de novo?

No início de Battlefield 2042, éramos colocados para lutar contra um punhado de jogadores, mas sobretudo com bots, que completavam os lobbies de até 128 jogadores. Era ruim, pois os inimigos se tornavam alvos extremamente fáceis para os jogadores mais experientes, tirando toda aquela competitividade caótica da franquia. E, quando a partida finalmente começava, havia uma série de problemas de desempenho. Era trágico. Porém, essa realidade mudou totalmente. Jogamos apenas com outros jogadores e, melhor ainda, os servidores estão excelentes. Não só isso, o desempenho do jogo e uma série de bugs foram corrigidos, mudando bem o que era visto no passado.

Antes de iniciar seu sistema de temporadas, em junho de 2022, apresentando a Hora Zero, o jogo ficou recebendo uma variedade de atualizações, que iam de aspectos da jogabilidade até a reformulação do design dos mapas originais do game, muito criticados por exporem demais a infantaria aos tiros dos cruéis snipers. Porém, o que mais impactou o jogo em si foi o retorno das classes, agora complementadas pelos Especialistas e suas respectivas habilidades, algo que pra mim foi uma parte até legal, apresentando pontos de jogabilidade e possibilidades únicas com cada um deles. Mesclando o presente e o passado, Battlefield 2042 conseguiu colocar-se no eixo.

Os itens cosméticos estão cada vez mais bonitos. (Imagem: Divulgação)

Ouvir a comunidade foi essencial

E bem, se o jogo não tivesse essa reformulação tão interessante, não estaria se encaminhando para a sua 5ª temporada, Novo Amanhecer, tampouco teria tantos jogadores em seus servidores, que nos conectam a partidas com boa latência em questão de segundos. Isso foi possível pois a Electronic Arts parece ter reconhecido seus erros e finalmente deu ouvidos aos seus jogadores. Afinal de contas, eles pagam e mantém a chama da franquia acesa – e não só em Battlefield 2042, é bom lembrar. Portanto, era comum ver em fóruns os jogadores debatendo sobre questões como as Armas do Cofre, que a EA fez questão de abrir à comunidade.

Por conta dessa aproximação com os jogadores, Battlefield 2042 conta hoje com uma infinidade de itens estéticos, novas armas, utilitários e um formato mais adequado ao que o jogo apresentava antes. O Hazard Zone, “modo battle royale sem ser battle royale”, por exemplo, foi abandonado pelos desenvolvedores, que decidiram manter seus esforços no multiplayer já consagrado, outra coisa que rendeu bons frutos. Melhor ainda, mapas de jogos antecessores foram adaptados para o jogo atual, sendo este um ponto extremamente positivo – e nostálgico. Eu particularmente adorei isso.

O retorno das classes deu uma melhorada no jogo. (Imagem: Divulgação)

Novos modos

Para mim, o principal modo adicionado em Battlefield 2042 foi o Conquest, que traz partidas mais longas, nos colocando em um verdadeiro caos, tal como se estivéssemos realmente em uma guerra. Tanques, helicópteros, aviões e vários veículos circulam por mapas abarrotados de soldados, que lutam pela sobrevivência, mas agora em mapas totalmente reformulados e diferenciados. Os snipers (eu sou um deles, confesso), seguem dando trabalho aos inimigos, mas a situação é bem diferente da que era vista anteriormente. Hoje temos mais coberturas nos mapas e até mesmo habilidades que nos permitem estar mais protegidos.

Eu poderia me debruçar acerca dos outros modos do game, mas eles seguem aquela mesma premissa que já conhecemos, reduzindo um pouco o tempo da partida e o número de jogadores, sendo algo mais voltado para mapas curtos ou com um pouco menos de ação, se é que isso seja possível em Battlefield 2042.

Battlefield 2042 apresenta um cenário de guerra bem imersivo e caótico, como deve ser. (Imagem: Divulgação)

E então, vale a pena jogar Battlefield 2042 em 2023?

Realmente, o início de Battlefield 2042 conseguiu ser mais sofrível que o de Battlefield 4, que hoje é um dos queridinhos dos jogadores. Repleto de bots, servidores ruins, bugs extremamente bizarros e mapas problemáticos, tudo isso foi um prato cheio para que a comunidade realmente abandonasse a ideia de jogar, ficando dividida entre os jogos já existentes da série. E tinham toda a razão nisso. Porém, Battlefield 2042 também tinha uma série de ideias ricas e que traziam novas dinâmicas aos campos de batalha. A ideia dos Especialistas foi boa, mas ao romper totalmente com as classes tradicionais da franquia, trouxe consigo uma série de problemas. E olha, isso foi resolvido da melhor maneira possível.

Outra coisa que eu sinceramente fiquei encantado desde as versões beta foi a questão das mudanças climáticas e seus impactos no mapa e na jogabilidade em tempo real. É insano demais você estar no meio de uma guerra lutando contra seus inimigos e um baita de um furacão, ou uma chuva de raios e até uma tempestade de areia. Pra mim, este foi um dos melhores pontos do game, sem contar a possibilidade de se modificar o loadout da arma ao longo da partida, sem precisar morrer e ajeitar tudo no menu. Não há como mesmo falar que Battlefield 2042 foi feito inicialmente única e exclusivamente de problemas, pois não foi.

Desde a versão beta fiquei encantado com as mudanças climáticas em tempo real. (Imagem: Divulgação)

Logo após ter toda essa repaginada advinda de atualizações e suas temporadas, bem como estar disponível para os assinantes do Xbox Game Pass e da PS Plus, Battlefield 2042 está melhor do que nunca, “redondinho” em questão de servidores, desempenhos, ótimos conteúdos adicionais, mapas e jogabilidade. Ou seja, vale a pena sim jogar Battlefield 2042 em 2023. Muito mais do que em seu lançamento.

De fato, levou tempo para que o jogo chegasse a esse ponto, mas agora ele está do jeito que os fãs merecem. Aliás, tenho que ressaltar aqui que o jogo segue extremamente bonito no quesito audiovisual, com gráficos que não devem nada para a nova geração. Portanto, se você está afim de jogar um FPS multiplayer e quer ter uma “folguinha” da pressão observada em jogos como o Warzone 2.0, sugiro que passem um tempinho em 2042, com armas arrojadas, mas sem muitos exageros tecnológicos e diversos inimigos em campo de batalha. A diversão é garantida!

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