Tiny Thor

Tiny Thor

Desenvolvido pela Asylum Square, Tiny Thor é o jogo de estreia da GameForge no segmento de jogos independentes, através do.

Desenvolvido pela Asylum Square, Tiny Thor é o jogo de estreia da GameForge no segmento de jogos independentes, através do selo IndieForge. Com lançamento marcado para PC no próximo dia 5 de junho, com previsão de chegada para Nintendo Switch nos próximos meses, o título é do gênero plataforma de precisão, um estilo que se popularizou nos últimos anos. Mas como será que o game se saiu? A resposta eu trago agora, em mais uma review antecipada do Pizza Fria!

Empunhando o Mjönir!

Tiny Thor gira em torno da jornada de um jovem Thor, que recebe de seu pai, Odin, o poderoso martelo Mjönir, como presente de comemoração pelo seu oitavo aniversário. Este evento, que acontece logo no início do jogo, serve como o ponto de partida para a história, que, como podemos esperar, vai muito além da simples comemoração e envolve o Ragnarök. Embora seja algo totalmente secundária, a narrativa traz uma pequena mensagem de amadurecimento de uma divindade, ao mesmo tempo em que apresenta um equilíbrio interessante entre uma aventura alegre e a série de desafios – imposta principalmente pelas plataformas de precisão.

A medida que avançamos no game, Tiny Thor vai introduzindo novos personagens, como os corvos Hugin e Munin, que auxiliam o jovem Deus nórdico em sua (quase) solitária missão de encontrar coragem, determinação e auto-aperfeiçoamento para evitar o fim do mundo. Conforme avançamos, descobrimos novos reinos, somos apresentados a inimigos e adversários distintos, adquirirmos novas habilidades, como salto duplo e na parede, e progredimos. Além disso, parte importante da narrativa são as boss battles, que permitem que o jogo desenvolva ainda mais o caráter do jovem Thor, revelando sua tenacidade e bravura diante de diferentes desafios.

O primeiro ato de Tiny Thor é receber o Mjönir de Odin (Imagem: Divulgação)

As plataformas de precisão

O aspecto mais destacado no gameplay de Tiny Thor é sem dúvida a mecânica única do Mjönir. O martelo permite uma infinidade de estratégias e ações, desde ser lançado livremente, ricocheteando em superfícies e inimigos, possibilitando diferentes tipos de arremessos complexos. Além disso, é importante frisar que ele não “se perde” no mapa, ficando sempre ricocheteando conforme você avança com a câmera. Além disso, é bastante útil para coletar gemas azuis, que são como o dinheiro do jogo – usadas para comprar e aprimorar habilidades – e resolver puzzles que nos levam as gemas vermelhas, necessárias para desbloquear fases especiais.

Esses puzzles são, em sua maioria, ambientais, que testam a inteligência e o pensamento rápido do jogador. Por ser um jogo de plataforma de precisão, muitas vezes você pode até falhar nas primeiras tentativas, mas em seguida, pega o esquema do desafio e parte para falhar no próximo. Os loadings são instantâneos, o que ajuda muito. De uma forma geral, isso se destaca como um desafio adicional, exigindo uma compreensão mais profunda das habilidades do personagem e do ambiente de Tiny Thor, além de aumentar o valor de replay do jogo, já que os jogadores podem querer voltar a níveis anteriores para resolver quebra-cabeças que não conseguiram antes, bem como encontrar todos os tipos de gemas.

Parece difícil, mas é só treino (Imagem: Divulgação)

Acima, citei que as boss battles são parte importante da narrativa, mas não só dela. O gameplay é bastante afetado por eles, já que cada chefe apresenta um conjunto único de mecânicas que exigem diferentes táticas para serem superadas. As boss battles são um complemento de cada reino, já que os inimigos que enfrentamos ao longo do caminho são parte fundamental para nosso treino. Ainda assim, são desafios variados, que oferecem uma sensação de satisfação quando o jogador finalmente consegue derrotá-los.

Por outro lado, isso também pesa um pouco contra o gameplay de Tiny Thor. A imensa maioria dos inimigos apresentam movimentos pré-determinados, o que pode tornar tudo menos dinâmico e mais decoreba, já que os jogadores podem aprender a antecipar seus movimentos. Além disso, as fases de desafio, abertas ao coletar gemas vermelhas, são bem mais curtas, e também envolvem o jogador decorar o percurso para superá-los, gerando, após certo tempo de gameplay, pouco interesse por elas.

O clássico reino de Niflheim está presente no game (Imagem: Divulgação)

Nostálgico!

Os elementos audiovisuais de Tiny Thor contribuem significativamente para a atmosfera geral do jogo. Com seus gráficos de 16 bits meticulosamente desenhados, o jogo se apropria do estilo retrô, criando um ambiente nostálgico que é ao mesmo tempo familiar e fresco. A arte em pixel é uma ode ao passado, trazendo à vida os reinos e personagens do universo nórdico. A repetição de alguns elementos gráficos, embora perceptível, não tira o charme geral dos gráficos, que capturam com sucesso a essência da aventura de Thor.

No que diz respeito ao áudio, a trilha sonora original do jogo em chiptune é notável. No entanto, as faixas podem se tornar repetitivas e cansativas ao longo do tempo. A falta de referências às músicas vikings, que são comumente usadas em produções semelhantes, pode ser decepcionante para alguns jogadores. Apesar disso, os efeitos sonoros do jogo são convincentes e adicionam uma camada extra de imersão à gameplay. O som de Mjönir atingindo inimigos e ricocheteando nas superfícies é particularmente satisfatório e contribui para a sensação de poder que acompanha o manuseio dessa arma mítica.

As boss battles são o ponto alto, que culminam todo o aprendizado do reino (Imagem: Divulgação)

Tiny Thor é um jogo de plataforma de precisão que brilha em muitos aspectos. Traz uma narrativa até interessante, centrada em um jovem Thor que abraça a responsabilidade ao receber o Mjönir, criando um contexto emocional para a aventura. O gameplay, embora tenha algumas falhas, oferece uma experiência desafiadora e gratificante. O uso estratégico do Mjönir, as batalhas contra chefes e os quebra-cabeças ambientais tornam o jogo dinâmico e atraente.

Os elementos audiovisuais, embora repetitivos em alguns pontos, contribuem para uma experiência de jogo geralmente imersiva. Os gráficos de 16 bits transportam os jogadores para um universo nórdico ricamente imaginado, enquanto a trilha sonora e os efeitos sonoros complementam a atmosfera geral do jogo. No entanto, a trilha sonora poderia se beneficiar de mais variação e inspiração das tradições musicais vikings.

Em resumo, Tiny Thor é um jogo que vale a pena ser jogado, especialmente por quem aprecia jogos de plataforma de precisão com um toque retrô. O jogo consegue equilibrar desafio e diversão, oferecendo uma experiência única para os jogadores. Apesar de suas pequenas falhas, é uma adição valiosa ao gênero.

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