Ana Cris é o símbolo da nova geração do vôlei feminino

Ana Cris é o símbolo da nova geração do vôlei feminino

Ana Patrícia/Inovafoto/COB

O rosto tímido ainda denuncia a idade. Apesar de 1,92m de altura, a ponteira Ana Cristina Menezes, tem apenas 15 anos e é uma joia que está sendo acompanhada de perto pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) e pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB). Símbolo da nova geração brasileira do esporte nacional, a atleta do Pinheiros disputa os Jogos Escolares da Juventude Blumenau 2019 pelo Colégio Campos Salles, de São Paulo (SP).

“Disputei dois Campeonatos Mundiais esse ano. O sub-20, no México, quando comecei como titular, mas o treinador optou por colocar as meninas mais velhas em quadra na fase final (o Brasil ficou em sexto lugar); e o sub-18 em setembro, no Egito, quando ficamos com a medalha de bronze. Foram experiências incríveis, disputei jogos com mais velocidade, tudo bem diferente da minha categoria”, disse Ana Cris.

A parceria com a CBV e outras confederações esportivas brasileiras no desenvolvimento dos atletas das categorias de base é um dos principais objetivos dos Jogos Escolares da Juventude. Gerente Executivo de Desenvolvimento Esportivo do COB, Kenji Saito lembrou que Ana Cris é uma das jovens promessas do esporte nacional e que está sendo observada com carinho pela entidade máxima do esporte nacional.

“Potencializar as capacidades dos jovens atletas das categorias de base é uma das responsabilidades da área de Desenvolvimento Esportivo do COB. Treinamentos de campo, participações em competições internacionais e capacitação de treinadores são algumas das ações que podemos investir em parceria com as Confederações. Tudo depende do plano de desenvolvimento apresentado para a modalidade e suas principais deficiências”, explica Kenji.

Filha da ponteira gaúcha Cecília Menezes, a Ciça, campeã mundial sub-20 na base, com passagem pela seleção adulta e por clubes como Flamengo e Minas, e do ex-jogador de basquete Alex Oliveira Souza, ex-Flamengo e São Caetano, Ana Cris é natural do Rio de Janeiro, mas com poucos meses de idade foi morar em São Caetano, onde a mãe jogava. Foi lá que ela deu seus primeiros passos no esporte.

Ana Cris e as companheiras do Colégio Campos Salles

Ana Cris deve estrear na Superliga feminina no próximo ano, mas a quantidade de craques brasileiras atuando na mesma posição que ela promete ser um desafio à parte.

“Tem a Tandara, a Gabi, a Natália. Vou ter que jogar muito ainda e sei que preciso melhorar vários aspectos do meu jogo, mas estou no caminho certo”, reconhece Ana Cris.

A equipe paulista do Colégio Campos Salles tem no comando o técnico Fernando Butti, que há anos é o professor da instituição que distribui bolsas de estudo de 80 a 100% à algumas das principais atletas do vôlei brasileiro. Além de Ana Cris, a equipe conta com a ponteira gaúcha Vitória Parizi, de 17 anos e 1,82m, atleta do Barueri e que disputou os Jogos Escolares da Juventude em João Pessoa 2016.

A levantadora é Marcela Chiareli, número 8 da equipe paulista, que atua com Ana Cris no Pinheiros, a oposta é Maria Eduarda de Paula, 1,87m, a Madu. A central Julia Oliveira, do Barueri, e a líbero Stefanie Tarraga, do Bradesco, também fazem parte da equipe. Stefanie disputou os Jogos Escolares de 2017, quando São Paulo ficou em quinto lugar, e em Natal 2018, quando a equipe conquistou a medalha de prata ao ser derrotada pelo campeão mineiro.

Os Jogos Escolares da Juventude são uma realização do Comitê Olímpico do Brasil (COB), com o apoio da Prefeitura de Blumenau e do Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte).

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