defender que inflação no Brasil hoje não é de demanda

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, qualificou como “falácia” a ideia de que o Brasil não tem atualmente inflação de demanda, como vêm defendendo alguns membros do governo, incluindo o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em entrevista ao programa “Caminhos com Abilio Diniz”, da CNN, realizada na última terça-feira e veiculada nesta sexta-feira, Campos Neto afirmou que vários artigos científicos demonstram que a inflação hoje é “muito mais de demanda que de oferta”.

Ao mesmo tempo, Campos Neto afirmou que não é verdade que, se a inflação for de oferta, o BC não deve alterar a taxa de juros. Segundo ele, a instituição também tem que combater os efeitos secundários da inflação de oferta.

“Se contaminar a cadeia, aí sim o BC tem que entrar e combater este cenário”, afirmou.

Campos Neto também foi questionado a respeito da indicação do atual secretário executivo do Ministério da Fazenda, Gabriel Galípolo, para a diretoria de Política Monetária do BC. Braço direito do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, Galípolo foi escolhido por Lula para a diretoria, sem que Campos Neto tenha participado das discussões.

“As regras do jogo são essas, vai vir um diretor ou mais de um diretor que têm opiniões diferentes”, minimizou Campos Neto. “O que precisamos melhorar no Brasil é saber conviver com as regras ao invés de mudar as regras.”

Campos Neto pontuou ainda que a meta de inflação não é determinada pelo BC, mas sim pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que tem maioria governista. Ele lembrou que, por lei, o BC precisa atingir a meta, ainda que a instituição esteja tentando suavizar o máximo possível o processo.

Os comentários de Campos Neto surgem em um contexto de pressão do governo para que o BC inicie o processo de cortes da taxa básica Selic, atualmente em 13,75% ao ano. O BC, por sua vez, tem defendido em suas comunicações que as expectativas de inflação seguem elevadas.

No início do ano, o próprio presidente Lula chegou a opinar que a meta de inflação deveria ser mudada, o que em tese ajudaria a abrir espaço para o corte da Selic. Campos Neto, por sua vez, sempre se colocou contrário à mudança da meta.

“Desde a primeira conversa que tive, lá atrás, com Haddad e Lula, antes da posse, eu disse: ‘uma das coisas que a gente não deveria falar em público é da meta’”, afirmou Campos Neto na entrevista desta sexta-feira.

“O que acontece é que, como o Executivo tem a caneta para mudar a meta, quando ele fala o mercado entende que o governo vai mudar a meta... E quando você fala de meta, você acaba alterando as expectativas.”

 

Durante a entrevista, Campos Neto também afirmou que sairá da presidência do BC no fim de 2024, como prevê a lei de autonomia da instituição. Ele descartou a possibilidade de ser reconduzido ao cargo. O presidente do BC se disse contrário à possibilidade de recondução, apesar de a lei permitir.

Campos Neto também afirmou que, diante da politização das discussões em torno das decisões de política monetária do BC, a autarquia tem tido a preocupação de explicar em mais detalhes seu processo decisório sobre os juros, particularmente nas atas das reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom).

Nova CEO do Twitter parece ter interesse por criptomoedas, sobretudo memecoins

Nova CEO do Twitter parece ter interesse por criptomoedas, sobretudo memecoins

CriptoFácil - Elon Musk anunciou nesta sexta-feira (12) que “passou o bastão” do cargo de CEO do Twitter para se concentrar na parte técnica da rede social. 

Em cerca de seis semanas, Linda Yaccarino, agora ex-chefe de publicidade da NBC Universal, assumirá o cargo. Diante da mudança, a comunidade cripto se perguntou se a executiva é adepta das criptomoedas. E a lista de contas que Linda segue no Twitter sugere que ela é, ao menos, uma curiosa das moedas digitais, sobretudo das memecoins.

Linda segue no Twitter apenas 1.161 contas e algumas delas são, de alguma forma, vinculadas ao mercado de criptomoedas. Linda segue, por exemplo, a conta oficial da memecoin Shiba Inu (SHIB), @Shibtoken, e da Dogecoin (DOGE), @dogecoin.

Além disso, segue perfis como o do fundador da Dogecoin (DOGE) – queridinha de Elon Musk – Billy Markus. A nova CEO do Twitter também acompanha os arrobas @dogeofficialceo, @zerohedge (conta focada em criptomoedas) e @cb_doge.

CEO do Twitter curte criptomoedas?

Como era de se esperar, a descoberta levantou especulações de que Linda pode ser uma entusiasta de Shiba Inu e Dogecoin ou, no mínimo, interessada nos projetos. Afinal, ela não segue nenhum outro projeto de criptomoeda nem empresas do setor, como Binance ou Coinbase (NASDAQ:COIN), por exemplo.

Contudo, ao contrário de Musk, não há registros de que Linda esteja, de alguma forma, ligada a essas memecoins. Além disso, sua posição sobre as criptomoedas permanece um mistério por enquanto. Isso porque não há declarações públicas dela condenando ou elogiando a tecnologia de cripto ou blockchain.

De qualquer forma, a descoberta de que Linda segue Shiba Inu e Dogecoin no Twitter não teve o “efeito Elon Musk”. Ou seja, não impactou os preços das criptomoedas de forma significativa. No momento da redação desta matéria, SHIB subiu 0,7% nas últimas 24 horas, enquanto DOGE saltou 2,5%.

Por CriptoFácil

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